quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Devemos confiar no etanol ?


Publicado na Gazeta Digital
Escrito por Amado de Oliveira Filho

Com certeza a indústria sucroalcooleira brasileira é referência para o resto do mundo na produção de açúcar e etanol. Não tem para ninguém! Temos facilidade em produzir a matéria-prima em função de nossas condições climáticas, temos tecnologia industrial, temos um mercado interno consumidor espetacular que mitiga os danos causados pelo que não temos: a logística adequada para a distribuição.

O sucesso da produção de etanol no Brasil é fruto de uma ação do governo federal iniciada há exatos 36 anos. Transcorria o ano de 1973 e o chamado primeiro choque do petróleo eclodiu. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), quase todos do Oriente Médio, elevou os preços internacionais do petróleo cru de 1,9 dólares por barril, para 11,2 dólares.

Este fato teve um forte efeito sobre a dívida externa brasileira e, por outro lado, criou o cenário adequado para lançamento do Programa Nacional do Álcool (Proalcool) já no ano de 1975. De uma forma ou de outra, criaram-se, também, as condições e tecnologias para o desenvolvimento automobilístico que temos hoje e viabilizou o conforto ao consumidor de poder decidir se utiliza etanol puro, etanol e gasolina juntos ou tão somente gasolina. É de causar inveja a alguns países desenvolvidos.

O consumo mundial é crescente em todos os continentes, já que a adição do etanol à gasolina e ao diesel oferece ganhos ambientais significativos e reduz o poder dos países da Opep em elevar demasiadamente o preço do barril do petróleo cru. Neste sentido, mais uma vez o Brasil é exemplo, atualmente já desenvolve diversas parcerias transferindo tecnologias para que o etanol possa vir a se transformar numa commodity e, assim, facilitar sua introdução no mercado internacional.

A produção brasileira está, ainda, com grande concentração no Estado de São Paulo com canaviais plantados em aproximadamente 5,2 milhões de hectares do total de 7,5 milhões que o Brasil está colhendo este ano. No Centro-Oeste o destaque é para o Estado de Goiás, que em 2010 ocupou 624 mil hectares com cana-de-açúcar enquanto que o Estado de Mato Grosso aparece tão somente com 236 mil hectares.

A projeção para o ano de 2021 é de que o Brasil colherá uma área plantada total de 9,7 milhões de hectares de cana-de-açúcar, dos quais 6,7 milhões de hectares no Estado de São Paulo. Mato Grosso se aproximará de 300 mil hectares e o Estado de Goiás ultrapassará os 885 mil hectares. Destaco que, segundo o governo federal, que divulgou estes números, todo este crescimento se dará em áreas de pecuária. Isto merece uma reflexão à parte, já que são áreas que hoje produzem alimentos de consumo direto.

Estes números são importantes porque indicam a manutenção da concentração no Estado de São Paulo, demonstra que as restrições impostas ao zoneamento da cana-de-açúcar impõem a estagnação do setor em Mato Grosso e permite que o vizinho Estado de Goiás agregue mais de 260 mil hectares neste mesmo período.

Como ficará a situação do consumidor? Não mudará muito. Haveremos de conviver com a volatilidade de preços verificada hoje, onde na safra os preços reduzem significativamente e disparam na entressafra. Devemos acrescentar ainda mais um complicador que é a suspensão dos subsídios ao etanol produzido a partir do milho pelos Estados Unidos, que certamente implicará numa forte retração na produção para o seu enorme mercado interno.

Claro que ninguém vai assumir hoje que o Brasil será um grande exportador de etanol, ao contrário, dirão que a prioridade será sempre o mercado interno, porém alguém terá que ocupar o lugar dos Estados Unidos na exportação do etanol. Certamente que os diversos países consumidores escolherão o nosso etanol, e isto fará com que o luxo de podermos escolher que combustível utilizar se esbarre nos preços, quase sempre não convidativos.

Amado de Oliveira Filho é economista, especialista em mercados de commodities agropecuárias e direito ambiental e escreve às quartas-feiras em A Gazeta. E-mail: amadoofilho@ig.com.br

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cuidados ao abastecer

1. Confira a origem do combustível: O estabelecimento deve deixar clara a procedência de seus produtos. Em postos sem distribuidoras exclusivas, chamados “bandeira branca”, é necessário divulgar em cada bomba a distribuidora que fornece o combustível.
2. Bomba com selo do Inmetro: Caso você desconfie de uma diferença entre a quantidade de combustível que você pagou e a que de fato foi inserida em seu tanque, não hesite em pedir um teste de bomba em sua presença. Sendo obrigatório para todos os postos, o teste de vazão é feito por um representante do estabelecimento, utilizando a medida-padrão de 20 litros certificada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade). A diferença máxima permitida deve ser de 100 ml para mais ou para menos. Se o resultado for maior do que esse limite, entre em contato com a ANP.
3. Peça o teste da proveta: Se você acredita que a qualidade da gasolina foi alterada, peça o “teste de proveta”. Essa verificação mede a porcentagem de etanol misturado a gasolina. Saiba mais sobre o teste na área de Dúvidas Freqüentes da ANP e acesse o link Qualidade dos Combustíveis.
4. Verifique o etanol hidratado: O hidratado deve estar com aparência límpida, isento de impurezas e sem coloração alaranjada. Como a aparência do etanol anidro é alaranjada, essa cor pode significar irregularidade no hidratado. Para saber também se o combustível é ideal para motores, verifique se seu teor alcoólico está entre 95,1% e 96,6% se for comum e entre 95,5% e 97,7% se for premium.
Para ver o conteúdo completo, acesse o site da ANP ou faça download aqui. Caso você suspeite de alguma irregularidade entre em contato com a ANP através de seu site em Fale Conosco ou pelo telefone 0800 970 0267. Ao entrar em contato procure fornecer o maior número de dados possível sobre o estabelecimento, como CNPJ, razão social, endereço e distribuidora. Também vale lembrar que é preciso ter a nota fiscal.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Como o CDC e o “PROCON” podem afetar as trocas de óleo ?

Com as recentes e radicais mudanças ocorridas nas tecnologias dos veículos modernos, tornou-se absolutamente necessário o emprego de informações originais de fábrica na hora de escolher o óleo a ser utilizado em uma troca. Como estes veículos possuem motores e conjuntos de transmissão operando em regime extremamente severo qualquer erro é capaz de produzir danos gravíssimos. Se sua empresa efetua trocas de óleos e fluidos, fique muito atento pois o uso de óleos ou fluidos inadequados está fundindo motores e danificando os componentes de transmissão, freio e refrigeração desses veículos antes que eles completem 50.000 km. Se problemas deste tipo ocorrerem após uma troca de óleo ou fluido em sua empresa o responsável pelo ressarcimento dos prejuízos causados será você. Veja o que diz os artigos 14 e 23 do CDC sobre as conseqüências advindas de serviços prestados ao consumidor :

•Artigo 14o “O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos”. 

•Artigo 23o “A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços, não o exime de responsabilidade”. Ou seja, o seu posto, super troca ou centro automotivo será fatalmente responsabilizado e condenado a pagar pelos danos ocorridos, caso o óleo ou fluido não seja o especificado pelo fabricante do veículo. Além disso alegar o não conhecimento das mudanças nas especificações não o isentará da culpa obrigando-o a assumir os prejuízos.

Caso o seu postos não possua acesso às informações e especificações originais destes veículos o melhor a fazer para evitar prejuízos é não efetuar trocas de óleos ou fluidos desses veículos, antes de se capacitar adequadamente.

Você tem duas alternativas para resolver a questão:

1) Verificar em cada troca, o óleo e os demais fluidos recomendados pelos fabricantes através de consultas aos manuais dos veículos ou tabelas fornecidas por alguns fabricantes.

2) Utilizar um software que contempla as indicações para todas as marcas e modelos e neste caso você terá que optar pelo programa desenvolvido pela Inforlub, http://www.inforlub.com.br/, pois é o único do gênero do mercado.

A nossa recomendação é partir para a segunda alternativa pois além da modernidade e segurança as atualizações são constantes e efatuadas pela inforlub.